Fab Lab e Makerspace: você sabe qual a diferença entre eles?

 

Um laboratório de prototipação e fabricação digital, com ambiente colaborativo e inovador, em que há espaço para a experimentação e o surgimento de outras ideias. Você chamaria esse lugar de Makerspace ou de Fab Lab?

Com o crescimento da educação maker e da importância das metodologias ativas para o processo de aprendizagem, muitos gestores educacionais e professores decidem avaliar a criação de espaços como esses. Trata-se de locais nos quais os alunos podem aprender um pouco mais sobre a cultura hacker, construindo e desconstruindo objetos e dando vida a projetos das mais variadas naturezas.

Mas, tão importante quanto viabilizar a implantação de um laboratório nesses moldes na escola, é entender suas características principais e quais as diferenças entre os Makerspaces e os Fab Labs, conceitos que muitas vezes são usados como sinônimos por leigos. Vamos ajudar você nessa missão. Descubra a seguir o que é exatamente um Makerspace e o que é um Fab Lab!

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Movimento Maker, o início da cultura “mão na massa”

Aprendizado baseado no fazer. Essa é uma das premissas do Movimento Maker, que vem revolucionando a economia, os negócios e a educação na última década. A ideia é que o fazer deve guiar a reflexão, e não o contrário, incentivando, assim, que as pessoas partam para a ação antes de fazerem um planejamento elaborado ou finalizado. É o conceito de prototipação, que tem sido tão importante para os processos de inovação em empresas e em escolas.

Fundamentado na cultura do faça-você-mesmo, ou do-it-yourself, em inglês, o movimento acredita que todas as pessoas têm a possibilidade de criar objetos e projetos com as próprias mãos, contando com o auxílio de ferramentas. Com a popularização do Movimento Maker, laboratórios de criação e cocriação foram se espalhando pelo mundo, dando início aos Makerspaces e aos Fab Labs.

fab lab

Makerspace X Fab Lab, entenda as diferenças entre ambos

Com características de oficinas, os Makerspaces e os Fab Labs mesclam ferramentas de fabricação manual – como maquinário de serralheria, costura ou marcenaria – com fabricação digital, por exemplo, as cortadoras a laser, os roteadores e as famosas impressoras 3D. “Somos um movimento que cresce espontaneamente e que quer democratizar o acesso às novas tecnologias de fabricação, incentivar o conhecimento aberto, o empreendedorismo e o espírito mão na massa”, define a Rede Fab Lab Brasil. 

Os objetivos são comuns, mas os Makerspaces têm, no entanto, formato mais livre, podendo estar ligados ou não a uma instituição de ensino, pesquisa ou empresa, e sem obrigações quanto à variedade de equipamentos e ao funcionamento do espaço.

Já o formato dos Fab Labs foi idealizado no Massachusetts Institute of Technology (MIT), quando o professor Neil Gershenfeld criou o curso “Como fazer (quase) qualquer coisa”. A ideia foi levada adiante rapidamente pelos alunos de Neil e se transformou em um modelo específico de laboratório de criação. Por isso, eles devem obedecer a algumas regras, definidas pela organização mundial Fab Foundation, para serem chamados como tal:

  1. O Fab Lab deve possuir no mínimo cinco tipos de máquina: impressoras 3D, cortadora a laser, cortadora de vinil, CNC (comando numérico computadorizado) de precisão de pequeno porte  e CNC de precisão de grande porte.
  2. Todo Fab Lab deve ficar aberto pelo menos um dia para o público em geral. A data é  geralmente chamada de Open Day.
  3. Nos dias de visitação aberta, o laboratório deve disponibilizar também a presença de monitores para orientar os interessados em relação ao uso das máquinas e das tecnologias presentes no local, incentivando, dessa forma, o crescimento da comunidade maker.

Embora ambos tenham a formação de comunidade e o fortalecimento do networking como valores importantes, os Fab Labs estão institucionalmente conectados à rede mundial de laboratórios e aos inventores, tecnólogos, educadores e pesquisadores, que fortalecem o compartilhamento de conhecimento de forma mais sistematizada.

Mas, em outro aspecto, o conceito dos dois espaços converge: tecnologia deve ser apenas um meio, e não um fim em si mesmo.  Para entender o que, de verdade, faz a diferença em um laboratório com foco em educação, confira este post que preparamos sobre o assunto. Aproveite para ler também a entrevista com Edgar Andrade, do Fab Lab Recife, um dos mais importantes do país, que explica a mentalidade por trás das máquinas e das ferramentas de um Makerspace ou de um Fab Lab.

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