Metodologia Hands On (mão na massa) e as habilidade desenvolvidas por ela

Blog Metodologia Hands On (mão na massa) e as habilidade desenvolvidas por ela

01/12/2021
A utilização de métodos mais ativos e dinâmicos são capazes de aprimorar ainda mais a aprendizagem. A metodologia “Hands On” ou ”Mão na Massa”, em português, é um exemplo de que é possível modificar a forma de aprender e ainda desenvolver habilidades essenciais para a formação integral do estudante.
O trabalho da autonomia está presente nessa forma diferenciada de ensino, e os estudantes que tiveram a oportunidade de “colocar a mão na massa” estão colhendo bons resultados. Continue a leitura e entenda um pouco melhor como a metodologia Hands On funciona e também quais habilidades e competências ela é capaz de desenvolver.

O que é metodologia Hands On?

A metodologia Hands On é uma forma de ensinar e aprender por atividades que fazem com que os estudantes sejam protagonistas do próprio aprendizado. Eles passam a desenvolver projetos em que é preciso criar, planejar e então colocar a “mão na massa”.
O conceito segue as premissas das metodologias ativas, que estão em um processo de expansão nas instituições de ensino. Desse modo, o modelo tradicional em que o professor era a peça central da aula muda, permitindo aos estudantes ficarem à frente do problema, testando hipóteses e trazendo soluções.
É comum que o Hands On seja aplicado em locais próprios, como laboratórios e oficinas. É possível, porém, que existam adaptações para que todas as escolas e os estudantes possam aproveitar os seus benefícios.
Quais as suas principais características?
A fim de entender melhor como o Hands On é importante para a formação integral do estudante, é preciso analisar e conhecer as suas principais características. Elas servem também como parâmetro para nortear o professor durante a aplicação, deixando clara a sua importância.

Design Thinking

Esta abordagem trabalha na busca por soluções de alguns problemas propostos de forma coletiva e colaborativa. Ainda no contexto educacional, o Design Thinking também é conhecido como Aprendizagem Investigativa, fazendo com que o estudante passe a atuar como formador de conhecimento, e não apenas como receptor.

Dinamismo escolar

A metodologia Hands On também promove o dinamismo na sala de aula. Todos os membros da turma passam a ter funções importantes nas atividades que envolvem a aprendizagem. Não é necessário que o estudante tenha uma atitude passiva, ou seja, que deva esperar o professor passar o conteúdo.
Todos terão a oportunidade de buscar a sua forma de aprender, de maneira proativa e inovadora, tendo sempre a orientação do educador.

Centralização do estudante no aprendizado

O protagonismo do estudante é bastante trabalhado, pois ele passa a criar as suas perguntas e começa, por conta própria, a buscar respostas para solucionar as questões. Dessa forma, todos passam a ter mais autonomia em todo o processo de aprendizagem.

Metodologia Hands On e o desenvolvimento de habilidades e competências

Os métodos ativos, além de otimizar o ensino, são indispensáveis para o trabalho de habilidades e competências que envolvem questões comportamentais.
A partir do momento em que o estudante tem a oportunidade de ter um controle maior sobre o seu aprendizado, é provável que a sua mente passe a funcionar de um modo mais elaborado. Esse fato se dá pelo desenvolvimento de mecanismos comportamentais estimulados durante as atividades, como, por exemplo:

Estímulo da criatividade

O constante incentivo à elaboração de perguntas e também à busca por soluções para elas faz com que os estudantes passem a pensar “fora da caixa”. Eles começam a buscar jeitos e métodos distintos, fazendo com que a criatividade seja bastante estimulada durante as atividades.

Aumento da autonomia e liberdade

A quebra da barreira do ensino tradicional proporciona também aumento da autonomia e da liberdade dos estudantes. Assim, eles começam a se ver capazes de realizar as atividades e de desenvolver os projetos, aumentando também a autoestima e incentivando a realização dos seus objetivos.

Capacidade de lidar com situações adversas

O método Hands On apresenta uma diversidade de atividades que pode fazer com que o estudante ainda desenvolva a sua capacidade de lidar com diversas situações adversas. Os professores podem propor ações e desenvolvimento de projetos que exijam o trabalho com as emoções durante os momentos de conflito.
Tudo isso fará com que a turma aumente a resiliência e se sinta preparada para encarar os múltiplos desafios da vida pessoal e profissional.

Como aplicá-la em sala de aula?

O primeiro passo com o objetivo de que a aplicação seja eficiente é fazer com que todo o núcleo profissional da instituição tenha consciência sobre a importância do método para os estudantes.
Com base nesse entendimento, é fundamental preparar espaços destinados à realização das atividades, além da idealização de possíveis projetos que podem ser feitos com as turmas. O ideal é que as ações tenham o intuito de levar maior compreensão sobre a realidade.
Por isso, as atividades e os projetos devem ser pautados na resolução de um problema real, como o controle sobre o lixo produzido na escola ou no bairro, programas de reciclagem e até a criação de objetos que possam ser utilizados a fim de facilitar a rotina de alguns colaboradores da escola.
Um bom exemplo é o da professora Débora Denise Dias Garofalo, da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Almirante Ary Parreiras, em São Paulo (SP). Ela conseguiu unir atividades de coleta de lixo com a criação de objetos úteis, como carrinhos movidos a balão de ar, robôs, aspiradores de pó e máquinas de refrigerante.

Metodologia Hands On e a formação integral dos estudantes

É evidente que os métodos ativos são dotados de práticas que devem fazer parte dos novos modelos de ensino. A metodologia Hands On pode ser uma ótima forma de engajar os estudantes no aprendizado, além de deixá-los mais preparados aos desafios do novo mercado de trabalho.
Os jovens passam a ter uma formação baseada no desenvolvimento de competências e habilidades capazes de ampliar a visão sobre empreendedorismo e criação de projetos que visam ao bem social.
Para ajudar no processo de implementação, o CER disponibiliza diversos conteúdos úteis ao direcionamento e ao entendimento sobre a importância dessas metodologias. Saiba mais lendo um artigo completo sobre o movimento maker, entendendo a sua ligação com a BNCC e também como implementá-lo na sala de aula.

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